Terça-feira 03 de setembro de 2013
Preso desde 1970 no Instituto Psiquiátrico Governador Stenio Gomes (IPGSG), em Itaitinga, na Grande Fortaleza Juvenal Raimundo da Silva, de 80 anos, nunca chegou a ser julgado. Esquizofrênico, deveria ter sido solto em 1989, quando o crime prescreveu mas, segundo a diretora do Instituto, Maria de Fátima Vale Barroso, na época não havia parentes nem pessoas próximas que pudessem recebê-lo. "Quando ele foi desinternado e recebeu o alvará de soltura, não teve ninguém que o acolhesse". Ele é acusado de matar o próprio irmão em 1968.
Preso desde 1970 no Instituto Psiquiátrico Governador Stenio Gomes (IPGSG), em Itaitinga, na Grande Fortaleza Juvenal Raimundo da Silva, de 80 anos, nunca chegou a ser julgado. Esquizofrênico, deveria ter sido solto em 1989, quando o crime prescreveu mas, segundo a diretora do Instituto, Maria de Fátima Vale Barroso, na época não havia parentes nem pessoas próximas que pudessem recebê-lo. "Quando ele foi desinternado e recebeu o alvará de soltura, não teve ninguém que o acolhesse". Ele é acusado de matar o próprio irmão em 1968.
Juvenal foi identificado durante um mutirão carcerário realizado em Fortaleza e em Juazeiro do Norte pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). “Acho que este ser humano, em uma cadeira de rodas, usando fraldas, deve ser o preso mais antigo do Brasil, pois a informação é de que ingressou no sistema prisional na década de 60 do século passado”, afirmou o juiz Paulo Augusto Irion, um dos coordenadores do Mutirão Carcerário do CNJ.
“Nesse instituto, me deparei com seis pessoas internadas que já tiveram declaradas extintas as suas punibilidades, porém permanecem recolhidas devido ao abandono dos familiares, acrescido ainda ao fato da ausência de uma instituição hospitalar própria para abrigá-los.
Além de Juvenal Raimundo da Silva, outros cinco internos receberam alvará de soltura da Justiça, mas não puderam voltar às ruas. Apesar de não haver a necessidade de internação em hospital psiquiátrico, eles precisam tomar remédios controlados e também não possuem ninguém que se responsabilizem por eles. "Estamos em processo de sensibilização junto às famílias, tentando mostrar que eles não precisam de internação, mas como eles mataram pais e mães, existe uma certa resistência de aceitá-los de volta", diz.
Fonte: G1