O Instituto de Criminalística de São Paulo recebeu nesta segunda-feira (12) cinco celulares, um computador e um tablet da família Pesseguini, encontrada morta dentro de casa. Os peritos vão analisar as ligações feitas e recebidas pelos ocupantes da casa entre a noite de domingo (4) e a manhã de segunda-feira (5). Quatro pessoas foram ouvidas nesta segunda: um tio-avô do menino, um policial que trabalhava como paí dele, a mãe de um aluno e o aluno.
A análise dos aparelhos vai mostrar aos peritos quantas ligações o sargento Pesseghini e a cabo Andréia receberam entre a noite de domingo (4) até a manhã de segunda-feira (5) e quem ligou para eles.
Já se sabe que o celular do policial tinha duas ligações não atendidas, feitas por um oficial da Rota, que comandaria um pelotão até a região de Presidente Prudente. Ele estranhou que o sargento não apareceu no batalhão. Dos computadores, a perícia vai verificar se Marcelo Pesseghini deixou alguma mensagem ou se apagou algum arquivo no dia em que a família inteira morreu.
Os médicos legistas já sabem a posição e a distância dos tiros que mataram as cinco pessoas. Mas ainda não concluíram qual foi a sequência das mortes.
Exames como a concentração de substâncias químicas podem dar essa resposta.
Alguns não podem ser realizados pelos laboratórios da Polícia Científica e devem ser feitos na Universidade de São Paulo (USP).
Por causa disso, os primeiros laudos sobre o local do crime e a análise dos corpos só devem sair na semana que vem.
A polícia já ouviu 21 pessoas. Hoje foi a vez do tio-avô do menino prestar depoimento.